Herói improvável? Não para Argel: Técnico do São José-RS exalta goleiro Fábio Rampi após três pênaltis defendidos contra o Treze

A classificação do São José-RS para as quartas de final da Série D, calando quase 18 mil torcedores no Estádio O Amigão, teve nome e sobrenome: Fábio Rampi. O goleiro de 37 anos foi a grande estrela da decisão por pênaltis contra o Treze, convertendo a sua cobrança e defendendo três chutes adversários. Para o técnico Argel Fuchs, no entanto, a atuação de gala não teve nada de sorte, mas sim muito estudo, versatilidade e profissionalismo.

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Em entrevista coletiva após a partida em Campina Grande, o comandante gaúcho não poupou elogios ao seu camisa 1, elevando seu patamar e o comparando a lendas do futebol brasileiro, como Rogério Ceni e o goleiro Fábio, do Fluminense.

Estudo e frieza na marca da cal

Fábio Rampi foi um verdadeiro paredão e defendeu as cobranças de Marquinhos, Gustavo Petrocelli e Natan Masiero. Segundo Argel, o arqueiro já sabia exatamente onde cada jogador do Galo iria cobrar, “O Fábio resolveu porque é um cara que trabalha, é um cara que estuda o adversário. Ele estudou os pênaltis, não foi sorte. Ele sabia que o Marquinhos ia bater ali, ele sabia o canto. É um cara que vive o futebol 24 horas por dia, um atleta de 37 anos altamente profissional, que pode jogar Série B ou Série A facilmente”, revelou o treinador.

Foto: Rafael Costa

Além de ser intransponível debaixo das traves, Fábio carrega uma característica rara e valiosa no futebol moderno: ele é o homem oficial das bolas paradas da equipe gaúcha.

“O Fábio é engraçado. Ele é nosso pegador de pênalti e nosso batedor de falta. Nós ganhamos da Portuguesa-RJ com um gol de falta dele. Ele só não fez gol de lateral ainda, o resto já fez. Em 34 anos de futebol, sendo 18 como jogador e 16 como treinador, eu abro minha lista de batedores com ele e fecho com ele”, exaltou Argel.

Foto: Rafael Costa

O técnico do Zequinha também aproveitou o momento para rebater antigas críticas sobre a estatura do goleiro, traçando um paralelo de peso para defender seu jogador. “Os caras dizem que ele é pequeno. Imagina se fosse grande? O Taffarel também diziam que era pequeno na época em que não podia jogar”, pontuou.

Com apenas 5 gols sofridos em 13 partidas nesta Série D, o São José-RS confia na longevidade e no condicionamento físico de seu paredão para seguir sonhando com o acesso à Série C.

“É um cara profissional, correto. Ele vai jogar bastante ainda, se cuida demais e não tem lesão. Vai jogar fácil até os 42, 43, 44 anos. Vai ser o nosso Fábio do Fluminense, vai ser o Rogério Ceni. Sem dúvida nenhuma, essa classificação é fruto do trabalho do dia a dia dele”, finalizou o treinador.

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