Quem é a Vital e Sua Banda? O fenômeno do “rock rodoviário” que saiu de Pedra Lavrada para dominar os palcos do Nordeste

Com o lançamento do single autoral ‘Viajando por aí’ nas plataformas digitais e uma agenda intensa de shows, o quarteto consolida sua identidade estradeira e se torna figura obrigatória nos maiores encontros de motociclistas da região.

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Foto: Vidal Fernandes
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O ronco dos motores, as jaquetas de couro e o som de uma guitarra distorcida formam a tríade perfeita de um universo muito particular: o dos motoclubes. É exatamente nesse cenário, onde o asfalto dita o ritmo da vida, que a Vital e Sua Banda encontrou o seu lar. Nascido no interior da Paraíba, o grupo vem redefinindo o conceito de “rock rodoviário” e provando que, com autenticidade e entrosamento, é possível transformar um ensaio despretensioso em um dos projetos mais requisitados do Nordeste.

Em 2026, a banda vive o seu grande momento. O marco dessa ascensão é o lançamento do single autoral ‘Viajando por aí’, já disponível em todas as plataformas digitais. A faixa, que se tornou um hino espontâneo entre os amantes de duas rodas, sintetiza a jornada de quatro músicos que decidiram traduzir o vento no rosto em acordes de rock ‘n’ roll.

Da garagem aos palcos

A história da banda tem aquele charme clássico que toda revista de rock adora contar. Tudo começou há cerca de três anos, em 2023, na cidade de Pedra Lavrada, no Seridó paraibano. O baixista e motociclista Vital resolveu reunir amigos na garagem de casa para tirar um som. A ideia inicial era montar um repertório que fizesse sentido para a “irmandade” das estradas.

O nome do projeto surgiu como um duplo sentido genial e afetuoso: além de levar o nome de seu fundador (Vital Santos), é uma homenagem direta e inevitável ao clássico “Vital e sua Moto”, sucesso arrebatador d’Os Paralamas do Sucesso. Para completar a formação e dar vida à estética rústica do grupo, juntaram-se ao fundador o vocalista Nik Alves, o guitarrista Elb e o baterista Johnny Lukas.

A química: “Se um cair, todos caem”

Se a estética é a de estradeiros durões, os bastidores da banda revelam uma família musical extremamente unida. O vocalista Nik Alves define a dinâmica do quarteto como um ecossistema onde a sintonia precisa ser total.

“A dinâmica funciona muito em conjunto. Uma banda, se não tiver completamente sintonizada, ela cai. Se um cair, todos caem. A gente combina tudo 100% junto, nada é separado, e é nessa irmandade que a gente consegue fluir tão bem.”

Essa harmonia permite que a banda seja um verdadeiro “camaleão” dos palcos. Quando tocam em pubs e barzinhos menores, o repertório passeia com facilidade por vertentes mais tranquilas do pop rock nacional e da MPB. No entanto, quando as luzes dos gigantescos Moto Fests se acendem, a banda liga a distorção no máximo. O setlist ganha um peso absurdo, com covers potentes de AC/DC, Iron Maiden, Nirvana, Rage Against the Machine e Charlie Brown Jr.

Apesar da mudança de repertório, o fundador Vital garante que a entrega é inegociável: “A energia é a mesma. O show que a gente faz para a galera do palco pequeno, a gente faz para o palco grande. Não importa quantas pessoas estejam assistindo.”

O nascimento de um hino: ‘Viajando por aí’

Todo esse entrosamento culminou no maior acerto da banda até aqui. O single ‘Viajando por aí’ não foi planejado em uma sala de reuniões corporativa, mas sim forjado na espontaneidade de uma madrugada criativa.

Nik Alves relembra que o processo foi extremamente fluido. Durante uma noite em Pedra Lavrada, Vital pegou o violão e começou a desenhar os riffs e a base da música. Com a melodia em mãos, Nik assumiu a missão de dar voz àquela atmosfera. “Eu disse a ele: deixa comigo. Tirei a noite inteira e finalizei a letra. Foi muito natural, não foi nada forçado”, conta o vocalista.

A letra traduz com perfeição o sentimento de pertencimento e a sintonia das rodovias, eternizados em versos marcantes:

“Vivo viajando por aí, curtindo este tal de rock ‘n’ roll / Andando em duas rodas nas estradas, fazendo amizades onde for” e “O vento que me traz a liberdade, em tudo o que faço e o que sou”

Viabilizada com recursos de fomento à cultura e lançada de forma independente, a música fala sobre a sensação de liberdade, o companheirismo e as amizades construídas nas rodovias. Hoje, a canção não apenas está disponível nos principais tocadores de streaming, como também virou trend nas redes sociais, embalando os vídeos de viagens de motoclubes por todo o Brasil.

O circuito e os próximos quilômetros

Hoje, atuar como uma “banda de estrada” não é apenas uma força de expressão para os músicos, mas uma realidade intensa. O mês de agosto de 2026 ilustra bem essa rotina frenética. A banda tem presença confirmada em grandes eventos espalhados pelo estado, incluindo o gigantesco Patos Moto Fest, o Arara Moto Fest e uma estreia aguardadíssima nos palcos do tradicional Festival de Inverno de Campina Grande.

Para quem acha que a Vital e Sua Banda vai pisar no freio após essa maratona, os músicos deixam um aviso claro: os motores estão apenas aquecendo. O grupo já está focado na produção de novos materiais autorais e promete surpresas de peso para o público até o final do ano.

Agenda intensa e expansão regional

Apesar do pouco tempo de fundação, o grupo ostenta um portfólio de peso e já dividiu o palco em eventos renomados do nicho. O histórico de apresentações inclui eventos como o Nova Palmeira Motofest (2023), Pedra Lavrada Motofest (2023), Encontro de Motociclistas de Afogados da Ingazeira/PE (2024), Toritama Motofest/PE (2024), Tangará Rock in Rua/RN (2024), Parelhas Motofest/RN (2024) e Sabugy Motofest em Santa Luzia/PB (2026).

Comprovando o excelente momento, o grupo está com uma agenda lotada para o mês de agosto deste ano, marcando presença em grandes polos da Paraíba. Os compromissos oficiais confirmados para este mês são:

  • 14/08: Patos Motofest (Patos/PB).
  • 21/08: B. Sta. Rosa Motofest (Barra de Santa Rosa/PB).
  • 22/08: Niver Cardeais (Campina Grande/PB).
  • 23/08: Festival de Inverno (Campina Grande/PB).
  • 29/08: Arara Motofest (Arara/PB).

Para os fãs da música independente e do bom e velho rock and roll, o recado está dado: vale a pena colar na grade e curtir essa viagem.

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