A festa foi do São José-RS dentro de campo com a classificação para as quartas de final da Série D, mas, na sala de imprensa do Estádio O Amigão, o técnico Argel Fuchs fez questão de celebrar outro aspecto de sua viagem à Paraíba: a cidade de Campina Grande.
Em uma entrevista coletiva marcada por um tom nostálgico e elogioso, o comandante da equipe gaúcha fugiu do roteiro tradicional focado apenas na partida e dedicou boa parte do seu tempo para enaltecer a infraestrutura local, as melhorias urbanas e a recepção calorosa do povo paraibano.
A última passagem de Argel Fuchs pela Rainha da Borborema havia ocorrido em 2009, quando ele comandou o rival Campinense. Dezessete anos depois, o treinador se mostrou absolutamente impressionado com a transformação do Estádio Governador Ernani Sátyro. O técnico fez questão de parabenizar a gestão da praça esportiva, destacando que o local está muito bonito e bem diferente da realidade que ele conheceu no passado. O comandante elogiou a qualidade do gramado, as excelentes condições dos vestiários e a iluminação perfeita, pontuando ainda que o estádio é um exemplo de cuidado, com tudo muito limpo e bem organizado para a prática do futebol.

Os elogios não se restringiram às quatro linhas. O comandante gaúcho revelou ter ficado surpreso com o desenvolvimento de Campina Grande, citando especificamente as obras de infraestrutura urbana e a logística de chegada.
“A cidade de Campina Grande tá muito bonita. Dá parabéns, o aeroporto ficou muito legal, não era esse aeroporto que a gente tinha, as ruas muito melhores”, afirmou. Declarando-se um admirador da Rainha da Borborema, Argel ressaltou que gosta muito da cidade e do “Maior São João do Mundo”, além de destacar que a delegação do São José-RS foi muito bem recebida e não teve nenhum problema durante a estadia.
Ao fechar seu balanço sobre a passagem pela Paraíba, Argel relembrou o carinho que tem pelo Campinense, clube pelo qual conquistou sua primeira vitória no Amigão em 2009, e exaltou a festa feita pela torcida do Treze nas arquibancadas.
Impressionado com o público de quase 20 mil pessoas, o técnico gaúcho deixou um recado de valorização ao futebol local: “Uma torcida apaixonada fez uma festa; coisa mais linda. Dificilmente um clube da Série B ou até da Série A consegue colocar quase 20 mil pessoas no estádio. É importante não deixar morrer isso, nem o Treze, muito menos o Campinense, porque a torcida é importante, são gerações”.
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