O festival Rock N Hall transformou Recife no epicentro do rock brasileiro ao reunir gigantes como Detonautas, CPM 22, Raimundos e a revelação local Squad Band.
Em meio a esse line-up de peso, a apresentação da Fresno coroou a noite com uma atmosfera surreal, provando na prática o motivo de a banda possuir um dos melhores e mais intensos shows ao vivo da cena atual.

Com quase 27 anos de estrada, o grupo gaúcho demonstrou que a energia no palco permanece absolutamente a mesma. O vocalista Lucas enfrentou a apresentação visivelmente resfriado, chegando a tossir entre os intervalos das canções.
A adversidade física, no entanto, ficou em segundo plano diante de sua entrega. Ele superou o mal-estar e garantiu um espetáculo de alta qualidade, sendo amparado por uma legião de fãs que assumiu os vocais e cantou do início ao fim.

O repertório foi estruturado para abraçar todas as fases da banda. O ápice da nostalgia ocorreu com um medley que reviveu os álbuns “O Rio, A Cidade, A Árvore” (2004) e “Ciano” (2006), mesclando as faixas “Absolutamente Nada” e “Evaporar”. A catarse do público recifense continuou alta com a execução de clássicos obrigatórios como “Diga, Part. 2”, “Quebre as Correntes” e “Eu Sei”.
Além de revisitar a própria história, o show serviu como vitrine para a nova fase da banda. Lucas apresentou ao público as composições de seu mais novo álbum, “Carta de Adeus”. O momento ganhou um tom especial e de reverência quando o vocalista agradeceu a recepção do público para a regravação de “Pessoa”, canção eternizada por Dalto em 1983, que agora integra a tracklist do novo disco da banda.
Aproveitando o clima de celebração e a união de grandes nomes no evento, Lucas pausou o setlist para exaltar o rock brasileiro. Em um rápido discurso, ele pontuou a importância e a necessidade de se valorizar as bandas nacionais, consolidando a passagem da Fresno pelo Rock N Hall Recife como um verdadeiro manifesto de força e resistência do gênero no país.








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