A expectativa criada em torno da contratação de um reforço de peso para o Treze durante a Série D movimentou os bastidores do Estádio Presidente Vargas. Declarações apontavam que o Treze estava no mercado em busca de um atleta oriundo da Série B do Campeonato Brasileiro. No entanto, as peças que acabaram desembarcando em Campina Grande vieram de divisões inferiores, gerando questionamentos e frustrando parte da torcida.

Em entrevista recente a MRTV, o técnico Adriano Souza decidiu abrir o jogo sobre o que realmente aconteceu por trás das cortinas do departamento de futebol. O comandante alvinegro confirmou que o clube esteve, de fato, muito próximo de fechar com atletas da segunda divisão nacional, mas esbarrou em um obstáculo comum para os clubes da Série D: a concorrência financeira e a duração dos contratos oferecidos por outras equipes.
O principal alvo da diretoria trezeana estava no Sport Club do Recife. Segundo Adriano, a negociação chegou a um estágio avançado, com sinal positivo de ambas as partes, “A gente fez uma negociação com o Sport Recife e vinha um jogador do Sport pra cá. Tudo certo. O Sport ofereceu o jogador para a gente”, revelou o treinador.

A reviravolta, no entanto, ocorreu nos detalhes finais da assinatura, “Depois de tudo certo, uma outra equipe de São Paulo entrou no cenário e ofereceu um contrato de dois anos para o atleta”, explicou Adriano, evidenciando como a segurança de um vínculo a longo prazo pesa na decisão dos jogadores, algo que o calendário reduzido e a realidade financeira da Série D muitas vezes não permitem igualar.
Após a frustração com a equipe pernambucana, o Treze voltou suas atenções para outro gigante do Nordeste: o Náutico. A investida alvinegra foi direcionada a um jogador que já possuía familiaridade com a metodologia de trabalho de Adriano Souza, “Tentamos por duas vezes a contratação dele e ele acabou não vindo. Um atleta que, inclusive, já tinha trabalhado comigo em outro clube”, lamentou o técnico.
As revelações do treinador lançam luz sobre a dura realidade do mercado da bola para as equipes que disputam a última divisão nacional. Sem o poderio financeiro para blindar acordos verbais contra propostas mais extensas do Sudeste, o Treze precisou recalcular a rota, apostando em peças pontuais e na força do seu sistema coletivo para seguir sonhando com o tão aguardado acesso à Série C.
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