Totonho celebra legado da música paraibana e a conquista do Prêmio da Música Brasileira em estreia no FICG

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Foto: Rondinelle de Paula
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Em formato intimista, o artista revisitou sua trajetória, enalteceu a cena nordestina e destacou o poder transformador da educação em seus 26 anos de carreira musical.

O Festival de Inverno de Campina Grande (FICG) recebeu pela primeira vez o cantor e compositor Totonho, um dos nomes de destaque da música paraibana contemporânea. Apresentando-se com o que chamou de “formação econômica”, um trio musical focado em entregar no palco toda a riqueza e a complexidade sonora de suas gravações originais, o artista celebrou a oportunidade de tocar em um evento com mais de meio século de história e de importância reveladora para a cultura da região.

Embora o repertório do show tenha viajado por diferentes fases do artista, o destaque principal foi o trabalho que rendeu a ele o Prêmio da Música Brasileira e que atualmente figura entre os pré-indicados ao Grammy Latino. Para Totonho, o reconhecimento impulsiona o projeto e aumenta o engajamento do público, algo que ele faz questão de dividir com sua banda, descrita por ele como “uma banda formidável de trabalhadores que carregam a minha música nas costas“.

Foto: Rondinelle de Paula

A força da Cena Paraibana

Durante a entrevista, Totonho refletiu de forma contundente sobre a potência criativa do estado. Segundo o músico, há pelo menos duas décadas a Paraíba tem se consolidado como um dos polos mais inventivos do Nordeste, irradiando influência a partir da “esquina do continente” em diálogo constante com as cenas de Recife e Natal.

Ele relembrou a imensa contribuição do estado para a Música Popular Brasileira, citando a responsabilidade de dividir o panteão cultural com ícones como Chico César, Zé Ramalho e Geraldo Vandré. “Nós criamos a MPB. A gente tem que manter essa tocha acesa para que outras gerações e outros compositores sintam-se empoderados e sigam em frente com essa música, que não é comparável a poucos lugares do Brasil“, enfatizou.

Foto: Rondinelle de Paula

26 anos de palco e a pausa para a Educação

Apesar da forte presença de palco e da aclamação crítica, Totonho revelou que sua jornada artística não foi ininterrupta. Com 26 anos de carreira musical ativa, o cantor explicou que esse número poderia chegar a quatro décadas se não fosse por um hiato de 15 anos.

Durante esse período, o artista optou por se afastar dos holofotes para se dedicar integralmente à sala de aula como professor. Longe de lamentar o tempo fora dos palcos, Totonho reafirma seu profundo orgulho pela profissão docente e pela escolha que fez no passado, declarando com emoção que “a educação é uma das minhas melhores músicas“.

Com a visibilidade gerada pelas recentes premiações e a recepção calorosa do público nos festivais, a agenda de Totonho segue movimentada. O músico adiantou que os próximos compromissos da turnê incluem apresentações pelo interior da Paraíba, além de shows marcados para Natal e São Paulo, mantendo viva a missão de levar a sonoridade paraibana para novos públicos e fronteiras.

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