O principal assunto da conversa foi o futuro do jogador. Sem meias palavras, o gestor foi categórico ao confirmar que o jogador não faz parte dos planos para a próxima temporada e não vestirá mais a camisa do Galo da Borborema.
Segundo Raul Pequeno, o desligamento não é fruto de uma caça às bruxas pelo desempenho técnico ou por penalidades desperdiçadas ao longo do campeonato, mas sim o resultado de episódios recorrentes de quebra de conduta profissional.
“No Treze, ele não pisa mais. Não é porque é um atleta ruim, mas pela postura”, disparou o CEO.
O dirigente revelou que o departamento de futebol contornou e resolveu internamente episódios de indisciplina pós-jogos, incluindo saídas para festas não autorizadas, mas a repetição dessas condutas esgotou a confiança necessária para a manutenção do vínculo trabalhista.

A saída drástica de Petrocelli serve como vitrine para a nova diretriz administrativa do clube. Jurista, empresário e agora comandante executivo do Galo, Raul Pequeno aproveitou a entrevista para desenhar os pilares do modelo de gestão que está sendo implantado em Campina Grande:
A cartilha da nova gestão prega que nenhuma individualidade ou estrelismo está acima da instituição e da unidade do grupo de atletas.
Exige-se maturidade total do elenco para separar a vida pessoal da profissional, mantendo foco absoluto nos objetivos esportivos do clube.

O CEO reforçou que a decisão de afastar e não renovar com atletas indisciplinados dá total respaldo ao trabalho do técnico Adriano Souza, consolidando uma cadeia de comando unida e blindada.
Para a cúpula alvinegra, rupturas como essa são etapas obrigatórias e saudáveis de “encerramento de ciclos”, abrindo espaço para um planejamento de médio e longo prazo que priorize a mentalidade vencedora, a disciplina e o respeito à mística da camisa trezeana.
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